A solidariedade mata a fome

O Coordenador Nacional Adjunto da Pastoral da Criança, Nelson Arns Neumann, vislumbrou a melhor das atitudes do Governo Federal, que lançou recentemente o Plano Brasil sem Miséria. Em plena batalha com superpotências, e buscando um lugar ainda mais destacado entre as nações, o Brasil ainda tem um substancial contingente que vive sem as condições mínimas. Alguns, pode se dizer, resistem e sobrevivem em situações que os tornam verdadeiros heróis.

Conhecedor da realidade do país, onde a fome é real e, as condições sanitárias, verdadeiros atentados à vida, Nelson Arns Neumann parece ver na ação governamental a resposta ao pedido de socorro há muito emitido pela Pastoral da Criança.

“Todas as ações que o Governo Federal faz para combater a miséria são positivas. Defendemos que os programas devem direcionar os recursos para as famílias para que elas decidam como empregar essa renda e melhorar a sua qualidade de vida”, diz Neumann, com o conhecimento de quem, como membro da pastoral, trabalhou em parceria com o governo nas últimas décadas visando o com-, bate à miséria.

Neummann diz que a Pastoral da Criança apoia o novo programa porque tem propósitos semelhantes: o de promover o desenvolvimento integral dos pobres, com ações preventivas de saúde, nutrição, educação e cidadania.

Ele acrescenta: “A Pastoral da Criança está presente em todos os Estados do Brasil e em 38.766 comunidades organizadas de 3.926 municípios. Em 2010, foram acompanhadas 78,8 mil gestantes e 1,51 milhão de crianças pobres menores de 6 anos de idade”.

E um exemplo de um trabalho que deveria ser tarefa do próprio governo, mas que a organização, às custas do trabalho voluntário e gerenciamento eficaz consegue realizar e sem necessitar de verbas para divulgar os feitos. E, é bom que seja destacado, a pastoral conta com 228 mil voluntários devidamente capacitados.

As ações preventivas de saúde e nutrição realizadas pela pastoral fizeram com que a mortalidade infantil entre as crianças acompanhadas pela pastoral ficasse, em 2010, em 9,5 óbitos a cada mil nascidos vivos, considerando-se o primeiro ano de vida das crianças. Esse número é menor do que a taxa nacional, divulgada pelo Ministério da Saúde, de 23,3 mortes. A Pastoral da Criança foi fundada pela médica Zilda Arns Neumann, que morreu no terremoto do Haiti em janeiro do ano passado.

Fonte: O Estadão (Porto Velho/RO) – Opinião – 08/06/2011 – Pág. 2

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