“Ano da fé”

Fé, palavra que escreve com apenas duas letras, cujo significado ultrapassa todo o nosso entendimento. É o antigo símbolo batismal da igreja de Roma. Sua grande autoridade vem do seguinte fato. “Ele é o símbolo guardado pela igreja Romana, aquele onde Pedro, o primeiro apostolo, teve sua fé”.

Todo cristão tem por obrigação de exercitar a sua fé, pois é através dela que direcionam a nossa vida. “O homem sem fé, é um homem sem razão, pois é ela que dá vida e sentido a nossa existência.”

A nossa profissão de fé começa com Deus, pois Deus é “o primeiro e o ultimo” o começo e o fim de tudo. O credo começa com Deus pai, pois o pai é a primeira pessoa divina da santíssima trindade.

Vivemos num mundo, onde o humano tornou-se desumano, a visão compassiva esfriou-se, poucos exercitam a compaixão e a benevolência, até um dos símbolo de nossa fé que é o crucifixo tornou-se peça de museus e não cabe mais nas repartições de nossos lares, muito menos em nosso peito, é ultrapassado, não tem mais sentido de existir. Até algumas instituições estão aderindo a esta modalidade, é muito triste, mas é pura realidade.

Diante da presença atraente e misteriosa de Deus, o homem descobre sua pequenez. Diante da sarça ardente, Moises tira as sandálias e cobre o rosto em face da santidade divina.

Crer em Deus, o único, e ama-lo com todo o próprio ser tem conseqüências imensas para toda a nossa vida.

Seguir Jesus, muitos seguem, amar e apaixonar-se por Jesus, poucos arriscam, entregar a vida por Jesus em prol do mundo só alguns. Na própria convocação dos apóstolos, muitos desistiram com as desculpas mais esfarrapadas, uns tinham que enterrar os mortos, outros precisavam cuidar da vinha, outros não podiam, porque tinham que ararem a terra para o plantio e assim por diante. Hoje em sua comunidade, qual o trabalho que tem impedido de você seguir o Cristo sem Reservas, ou seja, em espírito e em verdade. Não te conheço, mas talvez poderia ser, a colheita de seu café, as vacas que você tem que tirar o leite, a sua fabrica que não pode parar, a produção que não pode cair, os depósitos bancários, etc. A igreja e os círculos bíblicos pode deixar para depois, não precisa ter pressa. Esta é uma realidade nua e crua vivida pela nossa igreja, a igreja que foi construída a partir da paixão e morte de nosso senhor Jesus Cristo, a igreja confirmada por Pedro e Paulo, e seus seguidores, não podemos deixa predominar em eu seio este marasmo, não podemos deixar que o demônio com suas astúcia assuma nenhum degrau do nosso templo.

O documento de Aparecida já afirmava: “A Igreja necessita de forte impulso que a impeça de se instalar na comodidade, no cansaço e na indiferença, à margem do sofrimento dos pobres. Necessitamos que cada comunidade cristã se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos um novo Pentecoste que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente. Vamos seguir o exemplo de Santa Terezinha do menino de Jesus, que dizia: confiar em Deus em qualquer circunstância, mesmo na diversidade. Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós.

Expedito Scheffer Pereira

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